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Dossie


Educação de Pessoas com Necessidades Especiais.

Dossiê de Inclusão.
A convivência na vida escolar, nos proporciona vivenciar diferentes experiências, conviver com seres humanos, apresentando comportamentos emocionais diversos ou até deficiências físicas ou mentais, os quais precisamos estar preparadas para podermos ajudar estas pessoas especiais conviverem em harmonia.
Na minha experiência profissinal ainda não tive experiência com aluno de inclusão com problemas mais sérios. Os problemas que enfrentei já em minha caminhada foram mais com alunos com alguns distúrbios de aprendizagem, que com certeza relacionados ao desenvolvimento psicológico.
No ano de 2002 recebi um aluno que apresentou algum distúrbio, pois o mesmo era muito agitado, não realizava as atividades, as vezes falava algumas coisas que não se relacionavam com o assunto da aula, levantava muito do seu lugar, muitas vezes saia da sala e corria para a cozinha ou secretaria e mexia em tudo. Pegava materiais e merenda dos colegas, escrevia e falava palavrões. Algumas vezes o diretor deixava ele ficar na secretaria, pois os alunos ficavam muito agitados com as atitudes dele.Quando ele não estava na sala eu conversava com as crianças para eles entenderem este aluno, então eles próprios começaram a levar merenda e dizerem que se ele fosse querido eles dariam para ele.
Uma vez ele estava na biblioteca e uma professora não conhecia ele, começou a falar com ele e ele o agrediu dando uma mordida no braço. Não conseguimos encaminhar este aluno para avaliação e ajuda psicológica, pois as escolas estaduais enfrentam dificuldades com estes atendimentos.
Algum tempo depois este menino foi transferido, pois foi morar em outra cidade, mas continuou com certeza apresentando sintomas de distúrbios psicológicos sem receber ajuda para melhorar.
Infelizmente esta e muitas outras crianças crescem sem terem chance de resolverem seus problemas.

Depoimento 2.
Em 2008 recebi uma aluna na terceira série com 12 anos, que já tinha frequentado 3 anos a 1ª série e 2 anos a 2ª série, era a terceira escola em que estava sendo matriculada.
Logo no início já perecebi que ´presentava algumas dificuldades, pois quando fomos fazer o cartaz de aniversário ela não sabia a data do seu aniversário e dizia que tinha 8 anos. Estava em um nível de idade bem diferente dos alunos da turma por isso não se socializava com os colegas.
Apresentava muitas dificuldades na aprendizagem. Sabia ler , mas não dominava a escrita, sua interpretação, compreensão e produção textual não apresentava lógica. Possuía um bloqueio muito grande na matemática, não compreendia o sistema de numeração, não resolvia cálculos nem interpretava problemas.
Chamamos sua mãe na escola para conversarmos. Ela nos relatou que quando estava grávida havia rejeitado e talvez fosse desenvolvendo estes problemas por este motivo. Nos contou que na primeira escola enfrentou muitos problemas de relacionamento com colegas e professora. Foi para outra escola, lá também apresentou problemas então mudou novamente de escola.
Fizemos um parecer dela e tentamos encaminhá-la para um atendimento no município, mas ficamos o ano inteiro esperando e ela não foi chamada.
Tentei ajudá-la tentando dar um atendimento mais individual para ela, mas ela não conseguiu apresentar crescimento nas aprendizagens.
Ela também não apresentava muito interesse em aprender, estava numa fase voltada para o namorico, esta era sua preocupação, durante a aula se envolvia com bilhetinhos e estava quase sempre bem fora dos assuntos das aulas.
Então apresentou muito pouco crescimento durante o ano e não alcançou os objetivos para ser aprovada.
Este ano ela passou a frequentar uma escola municipal, pois o município dá prioridade para atendimentos dos alunos da rede municipal e com certeza ela terá atendimentos que ajudem a resolver seus problemas.
Podemos perceber que a cada ano nos deparamos com alunos apresentando algum tipo de deficiência e que nem sempre estamos preparadas para ajudá-los e também muitas vezes os problemas necessitam de atendimentos especializados para serem resolvidos.
Refletindo sobre o texto: A inclusão e seus sentidos: Entre escolas e Tendas- Cláudio Roberto Baptista.
Percebendo os problemas que enfrentamos em nossas realidades escolares, lendo este texto posso destacar aspectos bem importantes citados.
No caso da educação especial brasileira , a discussão relativa a exclusão tem início na precariedade de acesso à educação escolar. Muitos estudos têm mostrado a presença tímida do Estado na oferta desses serviços( Ferreira, 2000).
As reflexões apresentadas por Odeh(2000) tornam bastante complexa a análise do movimento de inclusão escolar, pois oautor mostra por meio de uma detalhada análise de indicadores quantitativos, que os alunos " da educação especial" têm uma presença incerta nas estatísticas educacionais, considerando -se a reduzida oferta de serviços, as limitações no processo de identificação desses alunos e a extrema precariedade numérica de efetivo atendimento.
O interesse e a complexidade dessa reflexão dizem respeito ao que o autor chama de integração não-planejada, a qual nos mostra que esses alunos devem estar nas escolas engrossando as fileiras daqueles que não aprendem, são repetentes e abandonam a escola.
O movimento de inclusão precisa evolução mostrando uma tendência que mantém e atualiza princípios norteadores de uma educação ampla, propondo inclusão escolar , cujos pontos fundamentais seriam uma ampliação dos sujeitos inseridos em contextos comuns de ensino e a necessária transformação da escola e das alternativas educativas para favorecer a educação de todos, com garantia de qualidade.
Há um debate que tem colocado em evidência o despreparo da escola e o predomínio de um "Edifício" didático, com pilares solidamente construídos sobre blocos do empirismo mais tosco.
Atualmente dispomos de uma experiência que tendem a fazer dialogar Fernando Oury e Paulo Freire, Maud Mannoni e Dom Milani, Gregory Bateson e Humberto Maturana, que nos deixam pistas que nos auxiliam na renùncia ao edifício e na construção de tendas. As tendas são mais leves e suas paredes de tecido permitem a passagem da luz e do vento.
As metáforas do edifício e da tenda auxiliam-nos a refletir sobre o ato educativo e sobre as complexas redes que incrementam os desafios da educação.
Uma educação integradora/inclusiva deve aproximar-se da educação diferenciada, no sentido proposto por Perrenoud(2000) acolhendo a flexibilidade de percurso do ensinar e aprender.
Estes questionamentos nos permitem repensar se a escola que queremos deve ser um edifício ou queremos construir tendas que acolham nossos alunos especiais como eles merecem.
Atitudes que demonstram que a inclusão pode dar certo.
Na escola estadual em que trabalho temos em torno de 200 alunos, temos um caso que podemos citar como inclusão, de um cadeirante e outros são mais problemas mesmo de aprendizagem .
Quero deixar aqui registrada atitudes que observei em minha escola esta semana que pensei que ainda temos alunos muito especiais e que nos dão um belo exemplo de vida. Temos um aluno cadeirante o qual é levado pela prefeitura para a escola, o motorista o deixou no portão da escola, alguns de seus colegas perguntaram : quer ajuda Diego? Ele foi entrando sozinho, mas depois alguns foram ajudá-lo. Mais tarde eu estava na biblioteca e esta turma estava fazendo retirada de livros, o Diego foi até a biblioteca com o auxílio dos colegas. Tive esta oportunidade de presenciar estas boas atitudes entre os alunos, porque neste dia mudei o meu turno, pois trabalho no turno da manhâ. Então percebi que os colegas aceitam muito bem a inclusão do Diego na escola. Quando este aluno teve este problema foram colocadas algumas rampas de acesso na escola.Muitas vezes nós pensamos que os problemas vão ser muito difíceis, mas com a colaboração de todos tudo fica mais fácil, e os alunos mesmos nos dão bons exemplos de vida e aceitação do outro.
Lendo a Revista Nova Escola, achei interessante destacar aqui esta reportagem sobre inclusão. Veja no link.
Relato
Este mês assumi uma turma de primeira série de uma escola do município onde moro. Ainda não foi possível conhecer bem todo o funcionamento da escola , mas já percebi que existem casos de inclusão , uma aluna cega, um aluno mudo e outros distúrbios psicológicos. Quero na medida do possível saber mais sobre como estão sendo tratados estes casos.
Em minha turma tenho dois alunos que já foram encaminhados para avaliação psicológica por apresentarem sintomas de dificuldades.
O aluno que aparentemente tem algum problema é um menino meigo, querido e calmo, mas apresenta muita dificuldade no desenvolvimento das atividades, na fala, quando vai falar com a gente fica dando uns pulinhos e também às vezes anda de um lado para outro na sala .
Procuro dar bastante atenção à ele, mas nem sempre é possível estar sempre ao seu lado, os outros também precisam de atenção. Hoje foi um dia que fiquei até emocionada com a atitude dele. Estava observando ele fazer uma atividade de recorte e colagem, então solicitei que ele cuidasse um pouco mais e mostrei como ele deveria fazer, então ele recortou melhor. Era para colar de acordo com o número o cachorro na casinha, então ele conseguiu identificar os numerais e realizar a atividade. Este menino demonstrou um afelicidade muito grande, pediu que eu mostrasse aos colegas que ele havia conseguido fazer o trabalhinho e dizia muito obrigado professora..
Isto me deixou muito feliz também e percebi o quanto é importante uma atenção especial aos alunos com alguma dificuldade.
Estes são dados da escola do município em que comecei atuar este ano, nesta escola em que estou com esta turma de primeiro ano, o qual fiz o relato acima .
Dados da Escola:
Número de Alunos: Jardim a 8º serie 526 alunos - Diurno
Número de Funcionários:47 entre todas as funções desenvolvidas na escola
Número de Alunos de Inclusão: 10 alunos
Casos:
- 1 baixa visão.
- 1 má formação cerebral.
- 1 deficiência física.
- 2 hiperatividade.
- 1 dislexia.
- 4 dificuldades na coordenação motora, na aprendizagem e na atenção.
Dados fornecidos pela coordenadora pedagógica da escola, que é quem faz o acompanhamento desses casos.
A escola oferece aos alunos com dificuldades de aprendizagem, aulas complementares no turno oposto.
Não temos neste município atendimento especializado aos alunos com necessidades especiais.
Relatos dos casos de inclusão com diagnóstico.
1- Erick- 2º ano-9anos
Conforme avaliação o mesmo necessita de um acompanhamento contínuo de um serviço especializado APAE em função de ser um problema congênito de má formação cerebral.
Não consegue acompanhar o ritmo da turma e apresenta atitudes agressivas tanto na sala de aula quanto no pátio durante o recreio com os outros alunos da escola.
A professora possui uma professora que a auxilia pois o mesmo necessita de muita atenção e atendimento individualizado.
2- Vitória- 2º ano-9 anos
Tem laudo médico do Hospital Banco de Olhos de Porto Alegre que a mesma tem baixa de acuidade visual desde o nascimento.
A escola mantém contato com a mãe chamando-a para conversar sobre aimportância da família em participar, colaborar e apoiar a escola para que a inclusão da aluna aconteça realmente com sucesso.
Esta aluna costuma mexer e pegar as coisas dos coleguinhas sem pedir licença, entende-se que o fato de não enxergar desperta a curiosidade e ela precisa tocar nas coisas por não enxergar, apresenta muitas dificuldades no seu desenvolvimento cognitivo.
Esta professora também possui uma auxiliar que atende esta aluna realizando muitas atividades desenvolvendo o tato.
3- Gregory- 2º ano-8 anos
Este aluno demonstra muita agitação e inquietude. Seu interesse em realizar atividades é vago, distrai-se com facilidade. Em alguns momentos demonstra agressividade e ameaça verbalmente colegas e professora.
Demonstra gosto pelos livros e ouve histórias, reconhece números até 10 e as letras do alfabeto, na leitura encontra-se no nível silábico.
Quando faz tratamento médico demonstra ficar mais sereno conseguindo realizar algumas atividades propostas.
Na sala a professora também tem uma auxiliar pois o mesmo muitas vezes sai da sala e necessita de cuidados e atendimento individualizado.
4- Enandra- 2º ano- 7 anos
A aluna faz acompanhamento por paralisia cerebral diplégica( comprometimento predominantemente motor dos membros inferiores), sem aparente comprometimento cognitivo.
Apresenta exame neurológico evolutivo compatível com 5 anos, por discreto decrécimo na àrea das gnosias.
Observação: A professora auxilar é a mesma para todos os alunos de inclusão.
Sugestão de um livro de literatura infantil para para desenvolver com as crianças a importância de aceitar as diferenças.

Era uma vez um mundinho...
...muito colorido.
Suas cores eram tantas que os homenzinhos que lá viviam nunca conseguiram contá-las.
As mais variadas cores encontravam-se por toda parte:
na natureza, nas árvores,nas frutas e flores,nos animais da água,da terra e do ar. Em tudo,até mesmo mnos habitantes do mundinho.
Lá existiam homenzinhos vermelhos, brancos. azuis,marrons, verdes e de outras cores mais.
Os homenzinhos, desde o nascimento, conviviam com as suas diferenças, que não se resumiam somente à diversidade de cores...
Cada habitante do mundinho tinha um jeito de ser diferente do outro.
Eles aprendiam coisas novas e importantes ao aceitar, entender e valorizar o outro.
Os homenzinhos que viviam no norte gostavam de andar descalços e tomar sorvete, pois lá fazia muito calor.
No sul era diferente: fazia frio e os homenzinhos de lá usavam gorro, cachecol e bebiam chocolate quente todas as noites.
No mundinho existim homenzinhos que não enxergavam muito bem e precisavam de ajuda para caminhar pela cidade.
Havia outros que não escutavam direito e alguns que eram mudos. Então, eles conversavam através de gestos.
Cada habitante do mundinho tinha sua forma de agradecer por viver num lugar tão cheio de paz.
Todos os homenzinhos amavam a natureza do mundinho e sabiam de sua importância. Então, eles faziam de tudo para preservá-la.
No mundinho viviam alguns homenzinhos que não podiam andar e , por isso, usavam cadeiras de rodas para se locomover.
Nas escolas, algumas crianças aprendiam rápido, outras levavam mais tempo e precisavam de mais ajuda.
Quando um dos homenzinhos sentia-se triste por alguma razão, outro logo levava uma palavra amiga, de força e coragem.
Todos os habitantes do mundinho reconheciam o valor de cada um e respeitavam suas diferenças: o mundinho é para todos!
Autora: Ingrid Biesemeyer Bellinghausen.
Conviver com as diferenças é abrir nossos corações a todas as pessoas, não importando como são, qual sua religião ou raça, se têm algum tipo de deficiência ou não .
Escolas Especializadas e Atendimentos Especializados de Sapiranga.
APAE SAPIRANGA
Rua João Luderitz, 319, Centenário
Caixa Postal 58
CEP 93800 000
Sapiranga - RS
MISSÃO: Promover e articular ações de defesa de direitos, prevenção, orientação, prestação de serviços e apoio às famílias, direcionadas a melhoria de qualidade de vida da pessoa com deficiência e à construção de uma sociedade justa e solidária.
DIRETORA: Rejane Moz
TOTAL DE ALUNOS ATENDIDOS EM 2009: 120 atendidos
ESCOLA ESPECIAL: 44 alunos
CAE - CENTRO DE ATENDIMENTO ESPECIALIZADO: 45 (inclusos)
CLÍNICA: 31 alunos
ÁREA TÉCNICA: na área técnica que conta com profissionais capacitados na área de serviço social, psicologia, fonoaudiologia, estimulação precoce, fisioterapia, neuropediatria. Além do atendimento individualizado e grupal ao cliente da Instituição.
O QUE A ESCOLA OFERECE:
CICLOS DE APRENDIZAGEM: espaços e intervenções a fim de construir conhecimentos que possibilitem a autoria do pensamento no seu processo de criar, construir e aprender para que cheguem à alfabetização.
PROJETOS: esportes, expressão e dança, inclusão, empresa indusiva, literatura, psicopedagogia inicial, arte e artesanato, laboratórios de aprendizagem.
PROJETOS INCLUSÃO: parceria com a SMED, escolas municipais, creches municipais e escolas estaduais. Nesse projeto alunos municipais participam dos projetos oferecidos pela Instituição e tem acompanhamento clínico e pedagógico. Alunos da escola são encaminhados para escolas municipais de acordo com a série que estão aptos a frequentar.
CAE:
PROJETO ESPORTE:
Tem como objetivo,dar aos alunos a possibilidade de vivenciarem alguns desportos ,dando-lhes,noções de técnicas,regras e organização,através de atividades recreativas,educacionais e do próprio jogo.Além disso,procura-se inserir o aluno no ambiente social.
LITERATURA:
Visa proporcionar ao aluno a sua interação com o mundo das letras e da arte,ao mesmo tempo em que vivencia o processo de construção do conhecimento;desenvolver e incentivar o hábito e o gosto pela leitura enriquecendo seu vocabulário e seus conhecimentos através de diferentes tipos de informação gráfica.
PSICOPEDAGOGIA INICIAL:
Oferece aos alunos atendimento pedagógico individual ou em duplas,trabalhando as dificuldades cognitivas e emocionais de cada um com acompanhamento às famílias.
GRUPO DE ARTES:
Usa a arte como um recurso a mais no processo de construção do conhecimento criando e recriando formas expressivas,interagindo percepção,imaginação,conhecimento,sensibilidade e criatividade.
GRUPO DE ARTESANATO:
Visa criar um espaço de experiência e produção,ampliando o conhecimento da comunidade frente às atividades desenvolvidas pela escola e a capaciadade criativa dos alunos PNE's.Inclui oficina de fuxicos,pintura em mdf,confecção de bolsas,guirlandas.
DANÇA E EXPRESSÃO:
Tem como objetivo trabalhar a expresssão corporal,através de teatros e coreografias,elaboradas com os alunos.O aluno se envolve neste trabalho e o resultado do mesmo é usado em apresentações para a comunidade.
LABORATÓRIO DE APRENDIZAGEM:
Esse projeto é oferecido aos alunos que frequentam as séries iniciais do ensino regular.É oferecido um acompanhamento do desenvolvimento do aluno.Trocas entre professores e técnicos que acompanham o aluno são feitas mensalmente através de reuniões entre a instituição e a escola de origem.
PROJETO INFORMÁTICA:
Possibilita o uso de jogos educativos relacionados com o conteúdo trabalhado em sala de aula,despertando para a aprendizagem significativa.A proposta é desenvolver o conhecimento e o uso das mais diversas ferramentas,possibilitando o uso de pesquisa virtual,o uso de endereços eletrônicos como forma de comunicação mais ágil,estimulando,assim o resgate da auto-estima.
PROJETO CULINÁRIA:
Propicia inúmeras possibilidades para o desenvolvimento de um trabalho interdisciplinar,além de oferecer aos adolescentes o aprendizado de deliciosas receitas,oportuniza o convívio social,a colaboração,o aprendizado da matemática ( pesos e medidas),o conhecimento da escrita,o desenvolvimento das habilidades manuais,autonomia,cuidados com a higiene pessoal,a importância de uma alimentação saudável,bem como a satisfação de degustar algo produzido por eles, valorizando as possibilidades de cada participante.
HORTA:
Busca conscientizar os alunos de que a vida depende do ambiente,e isso é responsabilidade de cada cidadão do planeta:desenvolver a autonomia,organização e responsabilidade,através da escolha das sementes,plantio e cuidados com as plantas,sendo que o que for colhido será usado na merenda escolar e no projeto culinária.
EJA /APAE NOTURNO
Parcerias: APAE Sapiranga, SMED e EMEF Pastor Rodolfo Saenger.
Clientela do EJA: alunos que frequentam a APAE, divididos em duas turmas. As idades dos alunos variam de 18 a 34 anos.
Módulo 1 - 8 alunos
Módulo 2 - 12 alunos
As aulas acontecem nas segundas, terças e quintas-feiras à noite, das 18h45min às 21h45min.
Os profissionais são cedidos pelo município e as orientações e o respaldo legal são repassados via SMED, através da coordenadora do EJA, senhora Ilca Barros.
As orientações pedagógicas são feitas na APAE, através de reuniões e supervisões individuais.
Mais informações sobre a APAE Sapiranga no site:
NAE
NÚCLEO DE ATENDIMENTO AO EDUCANDO
O NAE foi criado em março de 2006. É mantido pela Secretaria de Educação de Sapiranga. Em março de 2008, o Núcleo passou a desenvolver suas atividades na EMEF Waldemar Carlos Jaeger.
Atualmente, o NAE atende em torno de 130 alunos oriundos das escolas municipais de Sapiranga, encaminhados pelas professoras e por uma avaliação da psicopedagoga itinerante através de uma ficha de encaminhado. Os alunos que ingressam no NAE apresentam dificuldades de aprendizagem, distúrbios de conduta, deficiência física, hidrocefalia, autismo, síndrome de sperger, síndrome de west, transtorno desafiador de oposição, deficiência mental leve, hiperatividade e outros. As crianças participam de oficinas e projetos no contraturno da escola, duas vezes por semana.
O objetivo do NAE é resgatar nos alunos a auto-estima, desenvolver diferentes habilidades e capacidades, assegurando o respeito em relação ao ritmo e as limitações de cada um.
Além do NAE, Núcleo de Atendimento ao Educando, temos o Pólo de Deficiências Visuais na EMEF 1º de Maio, que atende 4 cegos e 4 crianças de baixa visão. Duas destas crianças estudam na 5ª série e, em função de possuirem vários professores, eles recebem um atendimento individualizado, com uma professora qualificada. A escola está sendo aduada com livros, impressora braille, máquina de escrever em braille, material de matemática adaptado, entre outros. Os alunos recebem como apoio o transporte municipal.
Informações sobre o tranporte dos alunos:
São transportados para o NAE 30 alunos de manhã e 16 alunos de tarde;
* EJA - APAE Noturno: são transportados 20 alunos;
* APADA: dois alunos são transportados;
* APAE: 8 alunos de manhã e 30 a tarde;
* Escolas de ensino fundamental: 22 alunos, sendo 4 cadeirantes.
Fazendo pesquisas na internet encontrei este Cantinho da Pandora, onde encontramos várias colocações importantes sobre inclusão. Vejam o link:
http://intervox.ufrj.br/~joana/
Estudo do caso.
Erick- 2º ano-9anos
Este menino possui aparência saudável, é alto, pele clara, olhos azuis, demonstra ser bem alegre e afetuoso, pois gosta de abraçar e beijar as pessoas que lhe dão atenção.
Frequenta o segundo ano no turno da tarde na escola.
A família busca participar na medida do possível acompanhando o desenvolvimento do aluno.
Conforme avaliação o mesmo necessita de um acompanhamento contínuo de um serviço especializado APAE em função de ser um problema congênito de má formação cerebral.
Não consegue acompanhar o ritmo da turma e apresenta atitudes agressivas tanto na sala de aula quanto no pátio durante o recreio com os outros alunos da escola.
A professora possui uma professora que a auxilia pois o mesmo necessita de muita atenção e atendimento individualizado.
Desempenho do aluno referente ao primeiro trimestre na escola:
Conversei com a professora do Erick e ela fez o seguinte relato sobre o desenvolvimento do aluno na escola.
Apresenta um crescimento na capacidade expressiva. Sempre que solicita alguma coisa é questionado sobre o que deseja e instigado a expressar-se novamente, desenvolvendo sua linguagem. Algumas vezes demonstra irritabilidade por repetir o que antes costumava apenas demonstrar através de sinais.
Identifica as letras do seu nome, sabe escrever algumas letras , mas apresenta dificuldades na coordenação motora fina.
Na maioria das vezes ao perecber que lhe é oferecido uma atividade diferente dos colegas, coloca a folha embaixo da classe e pede o mesmo que os colegas estão fazendo.
Mantém bom relacionamento com a professora e colegas, embora algumas vezes precise ser chamado atenção em relação ao seu comportamento e algumas atitudes.
O menino aprecia muito brincar na pracinha e também com jogos de dominó, alfabeto móvel, sessão historiada, rodas cantadas.
Participou de ensaios de uma dança de quadrilha em que eu estava participando com minha turma com muito entusiasmo e alegria, fazendo os passos no mesmo ritmo dos colegas.
Assume pequenas responsabilidades, nos trabalhos em grupo geralmente sabe compartilhar tarefas, atividades e jogos com os colegas.
Nas percepções táteis vem demonstrando crescimento nas habilidades recorte, rasgadura, modelagem, fazer bolinhas de papel, amassar, pintar. Todas estas habilidades precisam ser constantemente trabalhadas, pois faz parte de um processo que está em permanentemente evolução.
A inclusão deste aluno está apresentando bons resultados para ele e para a turma que vem demonstrando boa aceitação e colaboração para com o colega.
Texto: Práticas Educativas : Perspectivas que se abrem para Educação Especial.
Anna Maria Lunardi Padilha.
No relato do texto do estudo do caso de Bianca a família, as professoras, os adultos e crianças de seu meio não se faziam entender por ela e pouco entendiam dela. Comparando com o menino em que estou observando, percebo que ele também apresenta um pouco de dificuldade neste aspecto, mas também consegue se comunicar e se expressar. Um dia presenciei a cena de que ele queria dizer para a diretora que sua mãe havia mandado um beijo para ela, então ele deu um beijo nela e fez gesto que sua mãe havia mandado e ele confirmou.
Outro aspecto importante comparando a Bianca é que após ela frequentar lugares discursivos e a viver práticas sociais seu olhar foi se modificando, o riso antes forçado e sem expressão, se altera , como que se amplia. Observo o menino Erich sempre com expressão feliz, sempre rindo e querendo participar de tudo na escola.
Isto destaca a importância da inclusão para o desenvolvimento e aprendizagem das pessoas portadoras de algum problema .
Vigotski chama de “novo ponto de vista” o que temos chamado de “um novo olhar” para as limitações e possibilidades dos deficientes; insiste que a validade social é a finalidade da educação. E para ele, o que é cultural é social, os signos são sociais, as ferramentas são sociais, todas as funções superiores desenvolvem-se de modo social, as significações são sociais – a base da estrutura da personalidade é social. A natureza, a gênese e a função da personalidade são sociais. Não podemos
pensar a escola fora desse paradigma, fora dessa posição histórico- cultural; caso contrário Bianca e outros muitos deficientes mentais continuarão a ir para a escola só para não ficar à toa, para ocupar o tempo, para dar menos trabalho em casa...
Para que a inclusão aconteça verdadeiramente, a escola deveria enfocar a diversidade como um elemento comum e não como diferença de uma parte dos alunos em relação à outra. Suas diretrizes afetarão a todos e cada um dos alunos e não somente aqueles com dificuldades de rítmo, de capacidade, de motivação e de estilos de aprendizagem. O projeto Curricular da escola deve ser apropriado para a diversidade, deve ser aberto, flexível permitindo mudanças e transformações no contexto escolar. A avaliação deve ser pensada também na diversidade da inclusão, os alunos devem ser avaliados de acordo com o seu rítmo e seus avanços e o que vemos nas escolas é que os alunos são avaliados com os mesmos critérios.
Dossie
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